Marcha lenta. Empresários do setor das terraplanagens recebidos pelo Governo na segunda-feira

Reportagem

Marcha lenta. Empresários do setor das terraplanagens recebidos pelo Governo na segunda-feira

Uma marcha lenta organizada por empresários de terraplanagens pode juntar mais de 400 camiões a partir das 07h30, num percurso entre Paredes e Coimbra através da A42, A41 e A1, para exigir "respostas concretas" face ao aumento dos combustíveis. Acompanhamos aqui o protesto.

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José Coelho - Lusa

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Empresários das terraplanagens veem como vitória reconhecimento que setor estava esquecido

Os empresários das terraplanagens fizeram um balanço muito positivo da marcha lenta que juntou hoje 450 viaturas e consideraram como "primeira vitória" o ministro das Infraestruturas ter admitido que o setor estava esquecido.

"Conseguimos juntar 117 empresas, cerca de 450 viaturas na estrada. Percorremos a distância que tínhamos para percorrer, cerca de 150 quilómetros, mas, mais do que isso, ao longo desta semana demos a conhecer um setor que o senhor ministro das Infraestruturas e Habitação disse hoje que estava esquecido. E isso é uma vitória, a primeira vitória", disse Miguel Machado Mendes, advogado representante dos promotores da iniciativa.
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"Protesto positivo que ocorreu sem incidentes"

Em Coimbra, Miguel Machado Mendes, porta-voz do Movimento Marcha Lenta, falou à RTP num “protesto positivo que ocorreu sem incidentes”.

“Hoje demos corpo ao direito à nossa indignação, demos a conhecer as reivindicações do setor”, declarou.

“Mas amanhã é outro dia. E é o dia de nós participarmos ativamente nas decisões que impactam a vida do nosso setor”.

A reunião dos representantes do setor com o ministro das Infraestruturas é já na segunda-feira e o porta-voz deste movimento espera que, no final desse dia, “parte dos problemas tenha sido acudida”.
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"Não somos coitadinhos, não queremos subsídios"

Os jornalistas da RTP Susana de Barros Pacheco e David Araújo estão no interior de um camião onde Ricardo Pinto, empresário do setor, está ao volante a participar nesta marcha lenta.

“Não somos coitadinhos, não queremos subsídios, queremos sim uma redução no preço do combustível significativa, porque, contas feitas, a cada um euro de gasóleo, 60 cêntimos são impostos”, disse o profissional.
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Marcha lenta. Empresários e camionistas do setor das terraplanagens em protesto

Centenas de camiões e três auto-estradas congestionadas marcaram uma sexta-feira de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.

Os camionistas e empresários do setor das terraplanagens fizeram-se ouvir na estrada. É o desagrado contra o aumento dos combustíveis e a falta de apoios do Governo.

Partiram da A41, na entrada de Lordelo, e percorrem troços da A42 e A1, até Coimbra. Pelo caminho vão-se juntando outros camionistas.

Respostas talvez só na próxima segunda-feira, dia em que Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, vai reunir-se com os profissionais do setor.
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Camiões começam a chegar a Coimbra

Os camiões estão a passar a portagem da A1, em Coimbra, local de destino desta marcha-lenta.
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Gasóleo desce 5,5 cêntimos e gasolina 1 cêntimo na próxima semana

Esta previsão é avançada por fonte do setor à RTP.
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Associação Utentes Ponte 25 de Abril pede demissão de ministra do Ambiente e suspensão das portagens

Esta manhã, além do protesto de marcha lenta que circula na A1, houve também um buzinão na ponte 25 de abril contra os preços dos combustíveis. Um protesto organizado pela Associação Utentes Ponte 25 de Abril que pede a suspensão do pagamento nas portagens , mas também do IVA e ISP sobre os combustíveis.

Aristides Teixeira, da associação, que convocou este protesto exige a demissão da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, que acusa de nada estar a fazer para mitigar a crise provocada pelo aumento do preço da gasolina e do gasóleo.
O organizador do buzinão pede também a reposição do teletrabalho, sublinhando que esta medida, utilizada na altura da pandemia, pode ajudar na poupança quer da população, quer no consumo dos combustiveis.

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Marcha lenta de camiões já está em Aveiro

Na zona de Aveiro, os camionistas estão a usar a faixa da direita para não provocar constrangimentos na circulação no sentido norte-sul da A1.
O protesto começou em Paredes e vai terminar em Coimbra.
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Lusa / Adicionar como fonte informativa

Litro de gasóleo desce seis cêntimos e de gasolina dois na próxima semana

O preço por litro de gasóleo deverá descer seis cêntimos na próxima semana e o da gasolina dois cêntimos, de acordo com as estimativas hoje divulgadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), referentes a quinta-feira, e tendo em conta as previsões do ACP com base no fecho de quinta-feira, o preço médio do gasóleo simples deverá atingir 2,215 euros por litro, enquanto o da gasolina simples 95 deverá alcançar os 2,113 euros por litro.

A variação final está, no entanto, dependente do valor do fecho de hoje.

Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Irão, a tensão geopolítica no Médio Oriente e o consequente fecho do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, bem como pelos ataques a refinarias no contexto da guerra na Ucrânia.

O preço do petróleo Brent para entrega em novembro, a referência na Europa, estava a recuar 1,3% por volta das 10:40 de Lisboa, para 105,2 dólares por barril. O valor compara com 103 dólares por barril na manhã da passada sexta-feira.

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Governo está "a analisar as pretensões" do setor de terraplanagens sobre os combustíveis

O ministro das Infraestruturas e Habitação garantiu hoje estar "a analisar as pretensões" dos empresários ligados às terraplanagens relativamente ao preço dos combustíveis, admitindo que o setor "tem sido esquecido" nas medidas até agora tomadas pelo Governo.

"São transportadores que, muitos deles, são detentores da sua própria frota e que não foram ou que não são englobados nem nestas [últimas medidas], nem em nenhumas do passado, deste ou de outro governo", afirmou Miguel Pinto Luz em declarações aos jornalistas à margem da "CNN Portugal Summit i9 Cascais - Living the Future", que decorre hoje em Cascais.

Reconhecendo que "é um setor que, de alguma forma, tem sido esquecido" nas medidas tomadas até agora para limitar o impacto da escalada do preço dos combustíveis, o ministro considerou que "não [o] pode ser", pelo que o Governo está "a analisar as suas pretensões".

"[Com] estas empresas especificamente, porque têm um tipo de ação diferente de todas as outras, temos que ter uma abordagem diferente, é um nicho de mercado que não pode ser esquecido", sustentou.

Empresários do setor das terraplanagens promovem hoje uma marcha lenta que arrancou pelas 07:40 da entrada de Lordelo, Paredes, da A42, com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.

O representante dos promotores da iniciativa, Miguel Machado Mendes, disse serem esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.

Garantindo que "o Governo continua em diálogo e quer encontrar as soluções", Miguel Pinto Luz confirmou que irá receber os representantes destes empresários na segunda-feira, às 11:00, tal como estes já tinham avançado ao início desta manhã à agência Lusa.

"Na segunda-feira irei ouvir as reivindicações, iremos encetar o diálogo e, depois, faremos a nossa avaliação", afirmou o ministro, acrescentando: "Nessa altura tomaremos uma posição especificamente sobre este setor que agora está a reivindicar".

Garantindo que "o Governo continua em estreito diálogo com todos", o ministro das Infraestruturas e Habitação salientou que o executivo "não cristalizou o limite dos seus apoios agora".

"Continuamos a trabalhar para todos. Temos medidas, faremos mais se for preciso. Estamos a monitorizar e a perceber aquilo que vamos fazer no futuro", assegurou.

A marcha lenta organizada hoje reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.

Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.

"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, salientando que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".

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Centenas de camiões em marcha lenta na A1

Centenas de camiões seguem rumo a Coimbra numa marcha lenta, como confirmou a reportagem da RTP na A1 na zona de Estarreja.
O protesto começou em Paredes e vai terminar em Coimbra.
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"Vou-me juntar a esta e a muitas outras até que Governo faça alguma coisa"

Não só de camiões se faz este protesto em marcha lenta. Ricardo Pinto é empresário e, numa carrinha, decidiu juntar-se ao protesto. Garante que vai participar em todos os protestos que forem marcados, porque a situação das empresas está muito difícil com o atual nível de custos.
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"Devagar, devagarinho até à A1". A RTP Antena 1 à boleia num camião

A marcha lenta de camiões que saiu de Lordelo, no concelho de Paredes está a circular há cerca de 50 minutos e fez apenas 20 quilómetros.

O jornalista da RTP Antena 1, Miguel Bastos, segue dentro de um dos camiões que está nesta marcha de protesto.

Em conversa com o motorista ficamos a saber que um camião, em média gasta 60 litros de combustivel a cada 100 quilómetros realizados.
  
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Cerca de uma dezena de camiões na área de serviço de Condeixa-a-Nova

Um dos empresários revelou à RTP que “os camiões vão acabar por ficar parados na estrada”.


Desde o início do conflito no Médio Oriente, o empresário, que tem há cerca de 10 anos uma empresa de reboques, revelou que teve um aumento de cerca de “quatro mil euros por mês”.
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Utentes fazem buzinão na Ponte 25 de Abril contra preços dos combustíveis

Utentes da Ponte 25 de Abril estão hoje a realizar um buzinão contra o preço dos combustíveis e exigir a demissão da ministra do Ambiente e o regresso do teletrabalho, disse Aristides Teixeira, da associação que convocou o protesto.

Em declarações à agência Lusa, Aristides Teixeira, da Associação Utentes Ponte 25 de Abril, disse que o buzinão que começou às 08:00 de hoje visa exigir a demissão da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, pedir a reposição do teletrabalho, tal como na pandemia, e a suspensão do pagamento nas portagens bem como do IVA e ISP sobre os combustíveis.

"Este buzinão é uma forma de manifestar a nossa indignação, reprovação, em relação a este recente fenómeno de uma minitra que quando finalmente sai do casulo é para proferir pareceres que são provocatórios e de uma falta de respeito por quem trabalha, estuda e tem de recorrer ao veiculo particular para se deslocar porque não têm alternativa com transportes públicos", disse Aristides Teixeira.

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Empresários do setor das terraplanagens recebidos pelo Governo na segunda-feira

Os empresários do setor das terraplanagens que hoje iniciaram uma marcha lenta de protesto contra o preço dos combustíveis a partir de Paredes, distrito do Porto, vão reunir-se na segunda-feira com o Governo, anunciou o representante dos manifestantes.

"Recebemos contacto do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação [Miguel Pinto Luz], no dia de ontem [quinta-feira], dando nota de que está atento às nossas reivindicações e na sequência da qual foi marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, em Lisboa", disse à Lusa Miguel Machado Mendes.

Miguel Machado Mendes falava à Lusa minutos antes do arranque da marcha lenta organizada por empresários deste subsetor da construção civil, que partiu de Lordelo, Paredes, pelas 07:40, seguindo rumo à A41, no sentido norte-sul, e depois pela A1, no mesmo sentido, até Coimbra Sul, onde terminará.

A marcha de cerca de 140 quilómetros arrancou com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.

O representante dos promotores da iniciativa estimou hoje no local que são esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.

Segundo Miguel Machado Mendes, há quatro pontos de concentração com mais viaturas que se vão juntar à coluna, o que lhes dá uma "certeza de meio milhar de viaturas pesadas nas estradas".

"O que estas empresas pedem é que as ouçam, ouçam as nossas reivindicações, que acolham os nossos pedidos. Entendemos que é uma luta justa e que defende o setor", acrescentou.

A marcha está a ser acompanhada pela GNR.

O protesto reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens.

Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, sendo este "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes.

"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, admitindo que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável".

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Trânsito lento nas portagens da A41

Na A41 o trânsito já se nota devido à marcha lenta dos camionistas que saíram de Lordelo.
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Marcha lenta quase a partir de Lordelo

Em Lordelo, concelho de Paredes, dezenas de camionistas estão prestes a sair em direção à A42, em protesto contra o preços dos combustíveis.

Uma marcha lenta de cinco horas que na voz de um camionista se justifica pelo facto de estar a ser incomportável o valor do combustível para as empresas. 

Um protesto que está a ser acompanhado pelo jornalista da RTP Antena 1, Miguel Bastos.
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Mais de 100 camiões do setor das terraplanagens saiu de Paredes

A marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens arrancou hoje pelas 07h40 da entrada de Lordelo da A42, com mais de uma centena de viaturas, para exigir "respostas concretas" ao aumento dos combustíveis.

O representante dos promotores da iniciativa, Miguel Machado Mendes, estimou no local que são esperados perto de meio milhar de pesados neste protesto, que se juntarão ao longo do percurso até Coimbra.
A marcha está a ser acompanhada pela GNR.
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Centenas de camiões já iniciaram marcha lenta a partir de Lordelo

Vão seguir até Coimbra.
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Preço dos combustíveis deve baixar na próxima semana

De acordo com as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis a descida será de 7 cêntimos e meio no gasóleo e 3 cêntimos e meio na gasolina. Mas poderá ainda haver alterações, uma vez que ontem o preço do barril de petróleo chegou aos 108 dólares.
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Mais de 400 camiões esperados em marcha lenta contra preço dos combustíveis

Uma marcha lenta organizada por empresários de terraplanagens pode juntar mais de 400 camiões a partir das 07h30, num percurso entre Paredes e Coimbra através da A42, A41 e A1.

Miguel Machado Mendes, advogado representante dos promotores da iniciativa, afiançava, na véspera que estavam confirmados mais de 100 empresas e de 400 carros pesados. 

Segundo explicou, a marcha lenta "resulta de um movimento espontâneo de uma série de empresas do ramo das terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes", um subsetor da construção civil "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo.

Salientando que "o gasóleo é um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que estas empresas apresentam aos clientes, Miguel Machado Mendes afirmou que "a subida histórica do preço dos combustíveis está a colocá-las diante de um cenário insustentável".
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